Lonely Hearts

Ficha Técnica

Roteiro, desenhos, cores: Rafael Senra

Páginas: 13

Colorida

Lançamento: 2 semestre 2009

Disponível na internet, aqui

Sinopse

Uma das mais famosas lendas do rock trata da suposta morte do beatle Paul McCartney, que, no auge do sucesso com os Beatles, teria sido substituído por um sósia. Diversas “pistas”, plantadas nas capas dos discos, reforçaram esse mito durante anos. O próprio Paul pegou carona nessa história para batizar um disco ao vivo seu lançado nos anos 90: “Paul is Live”.

Na verdade, como todos sabem, Paul está vivinho da silva, compondo e excursionando com o entusiasmo de um guri de vinte e poucos anos. A história de sua morte, inventada por um Disk Jockey nos anos 60, era infundada – mas repercutiu com intensidade na época, e ainda hoje provoca o interesse dos fãs.

Em Lonely Hearts, Rafael Senra fez uma adaptação em quadrinhos da lenda da morte de Paul. Diversos elementos que compõe a narrativa fictícia estão na HQ, com o acréscimo de uns tantos devaneios do autor. Para os beatlemaníacos, há diversas homenagens e referências escondidas em meio à rocambolesca trama.

Fortuna Crítica

Lonely Hearts resgata uma das ‘lendas urbanas’ contadas sobre os Beatles. Essa lenda narra a morte de um dos membros da banda, Paul McCartney. Ao propor contar essa história, Senra incorpora em sua HQ uma tendência criativa típica contemporânea, ficcionalizando elementos da realidade. Nessa ficcionalização, o autor opta por criar uma versão da lenda contada há vários anos nos círculos de fãs. (…)”
“Uma coisa é inegável, Rafael soube escrever uma história divertida, que nos enreda do início ao fim. Talvez, a possibilidade de ela ter sido verdade e a vontade de sabermos o que há por detrás desse mistério inventado seja a sua maior qualidade e o que mostra a veia artística que possui Rafael Senra. Essa é a verdade que realmente importa por detrás da ‘morte de Paul McCartney’.”
“Por fim, a diferença primordial da produção de Senra para aquela dos ‘fãs’ (…) é que ele não auratiza e/ou se distancia da banda. A banda não é sacralizada, mas profanada a todo o momento. Senra usa da aura que resta aos Beatles no contexto contemporâneo satirizando um dos rituais dos fãs (a criação de lendas sobre a banda). Ele constrói uma versão cômica da “lenda” que provocou a criação e recriação de outras versões sobre os chamados “fatos” que, resumidamente, apenas resultam na publicidade para se quantificar álbuns vendidos, entrevistas dadas, shows realizados, livros publicados, etc“.
Trechos do ensaio Sobre Lonely Hearts, de Rafael Senra, escrito por Pablo Gobira para o jornal O Cometa (Belo Horizonte/Itabira), edição de novembro de 2009.

 

9 respostas para Lonely Hearts

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